Ariranha

É o maior membro da família dos mustelídeos, podendo chegar a 180 cm e 32 Kg. Vivem em grupos de até 12 indivíduos. Cada exemplar da espécie apresenta uma mancha pardo-amarelada na região da garganta e pescoço, cuja forma permite a identificação individual dos animais.

Sua alimentação consiste quase inteiramente de peixes. As fêmeas produzem uma ninhada de 1 a 5 filhotes por ano, que nascem em tocas cavadas nos barrancos dos rios. Este animal, que existia desde o centro-sul da América do Sul, foi intensamente caçado, no passado, por conta de sua valiosa pele; utilizada na alta costura internacional.

Atualmente, a caça está proibida e o número de indivíduos vem gradativamente aumentando na bacia amazônica e no Pantanal. A degradação do meio ambiente também é uma ameaça às ariranhas. A espécie está listada como ameaçada de extinção pela UICN.

Lago de Balbina

A Associação Amigos do Peixe-boi – Ampa, que atua em convênio com o Laboratório de Mamíferos Aquáticos – LMA do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – Inpa e em parceria com o Centro de Preservação e Pesquisa dos Mamíferos Aquáticos – CPPMA, desenvolve estudo em Balbina, buscando conhecer a biologia e ecologia da ariranha em reservatórios de hidrelétricas.

Assim, desde setembro de 2001 são realizadas excursões à área do lago, onde são demarcadas, por meio de GPS, as tocas, paragens e latrinas comunitárias utilizadas pelas ariranhas.

Por meio desse estudo, foi possível perceber que em Balbina a ariranha vem demonstrando uma grande capacidade em se adaptar às condições do lago, alimentando-se muito mais freqüentemente de piranhas, peixes que tendem a ser mais abundantes nos lagos de hidrelétricas.

Também foi visto que essas ariranhas têm em média três de filhotes por gestação. Eles nascem em tocas cavadas nos barrancos das margens do lago ou rios onde vivem e permanecem dentro dessas “casas” por pelo menos dois meses, quando então, saem para os primeiros mergulhos junto aos outros membros do grupo.

Estes estudos têm revelado que áreas de hidrelétricas têm potencial para abrigar essas populações, que são denominadas pelos pesquisadores de populações estáveis. Assim, é importante ressaltar que a ameaça de extinção que hoje sofre a ariranha talvez possa ser sanada.