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Projeto Ariranha em Balbina
O projeto

A ariranha (Pteronura brasiliensis) é um mamífero semi-aquático fascinante. É endêmico da America do Sul e atualmente se encontra na lista de espécies ameaçadas de extinção. Um dos principais fatores de riscos para a ariranha nos dias atuais é a destruição e a degradação do seu hábitat devido à expansão populacional humana. A construção de grandes hidrelétricas também representa ameaça a toda fauna devido à destruição massiva dos ambientes utilizados pelos animais. Assim, até pouco mais de uma década acreditava-se que as represas hidrelétricas poderiam ser uma ameaça potencial às ariranhas, não apenas isolando populações geneticamente, como também pelas alterações provocadas no ambiente.

Contudo, dados recentes coletados no reservatório da UHE Balbina revelaram que hidrelétricas tem potencial para abrigar populações estáveis de ariranha, se pelo menos duas condições estiverem presentes: a presença da espécie na área antes da formação do lago e a reduzida ocupação humana na área do reservatório.

Diante dos fatos, o Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) vem conduzindo um amplo estudo sobre a biologia e ecologia dessa espécie na área do reservatório de Balbina em parceria com a Associação Amigos do Peixe-boi (AMPA), com o Centro de Preservação e Pesquisas de Mamíferos Aquáticos (CPPMA) da Amazonas Energia e com a Reserva Biológica do Uatumã (REBIO Uatumã) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Os estudos iniciados em Balbina em 2001 sugerem que alguns dos aspectos sobre a biologia da espécie, mencionados há décadas na literatura tendem a apresentar variações, tais como menor estabilidade do casal-alfa e provável maior tolerância da espécie frente à invasão de seus territórios por conspecíficos. Com o intuito de comprovar estas hipóteses, bem como, deslocamentos realizados, composição de grupos e sua dinâmica, o presente projeto tem como principais metas continuar a acompanhar e monitorar diferentes grupos de ariranhas do lago de Balbina, utilizando um catálogo de identificação das ariranhas previamente elaborado, além de informações sobre a biologia, ecologia e conservação da ariranha dentro do lago da Hidrelétrica de Balbina.

Atualmente, observa-se ainda, no lago de Balbina, a interação de uma ariranha fêmea com os pescadores e freqüentadores do porto às margens do lago. Esse tipo de interação, nem sempre é benéfico, pois algumas pessoas tentam agredi-la. A ariranha por sua vez, é um animal com presas poderosas, que quando ameaçada, pode morder as pessoas ao redor. Esse tipo de interação com humanos também traz riscos a espécie, que perde seus instintos naturais de sobrevivência e de captura de presas para alimentação.

Nesse sentido, o projeto ariranha vem trabalhando em parceria com a AMPA, a REBIO Uatumã e o CPPMA, no intuito de minimizar riscos de agressão ao animal e aos freqüentadores do porto de Balbina, bem como, vem realizando palestras e abordagem junto à comunidade em geral com vistas à sensibilização ambiental.

A área de estudo

A área de estudo envolve a Vila de Balbina, município de Presidente Figueiredo/AM, distante cerca de 190km da capital Manaus. A área permite acompanhamento dos grupos de ariranhas ao longo de todo o ano, possibilitando assim uma descrição dos requerimentos ecológicos da espécie. A área de estudo possui cerca de 450km2, o que representa aproximadamente 10% do reservatório da UHE Balbina (01º55' S 59º29' W), cuja área total estimada é de 4.438 km2 (FUNCATE/INPE/ANEEL, 2000). O lago está situado na porção central do estado do Amazonas, município de Presidente Figueiredo, Amazonas, Brasil. Excursões bimestrais ao lago de Balbina são realizadas, com duração de 8 a 10 dias cada uma.

FUNCATE-INPE-ANEEL, 2000. Mapeamento por satélite das áreas inundadas por reservatórios de hidrelétricas brasileiras. Relatório do Convênio FUNCATE/INPE/ANEEL. National Institute for Space Research (INPE). P.O. Box 515 - Sao Jose dos Campos - SP - Brazil, 12201-970. <www.ltid.inpe.br>.

Algumas das atividades do estágio

• Monitoramento dos grupos de ariranhas no lago de Balbina;

• Observação direta dos grupos de ariranhas;

• Censo de tocas de ariranhas;

• Tabulação dos dados – ao final das saídas de campo, os dados coletados são repassados para o computador. Dessa forma, obtêm-se um banco de dados e imagens para posterior análise;

• Palestras, oficinas, abordagens educativas com vistas à educação ambiental junto aos moradores da Vila de Balbina (escola, colônia de pescadores, associação de moradores e comunidades do entorno) e turistas que visitam a Vila;

• Elaboração de um relatório a ser entregue no máximo um mês após o estágio.

Duração do estágio:

Seis meses


Período de seleção:

Até 28 de fevereiro de 2011.


Pré-requisitos:

• Disponibilidade de 6 meses para o estágio, com dedicação exclusiva;

• Facilidade para trabalhar em equipe;

• Disposição para trabalhar em locais remotos;

• Respeito às características culturais da região;

• Noções básicas de informática;

• Conhecimento básico do idioma inglês.

Alimentação

A alimentação básica será de responsabilidade do Projeto Ariranha. As refeições deverão ser preparadas pelos próprios estagiários, pois não há cozinheira. É sempre bom ter bolachas, barras de cereais, salgadinhos e itens para preparar lanches rápidos. Para aqueles que tenham restrições alimentares, ou seja, vegetarianos, lembramos que as condições de campo e da Vila de Balbina não favorecem muito uma dieta especial. Recomenda-se trazer alguns complementos que facilitarão o seu bem-estar (grãos, aveia, granola, etc.).

Alojamento

Existe alojamento para o estagiário na Vila de Balbina (casa de trânsito da REBIO Uatumã ou do CPPMA) quando da permanência do estagiário na Vila. No campo, in situ, haverá alojamento nas bases de fiscalização da REBIO Uatumã e, dependendo da situação, haverá necessidade de ficar acampado em barracas. A limpeza do alojamento é de inteira responsabilidade do estagiário.

Alimentação
A alimentação é de responsabilidade da REBIO Uatumã. As refeições deverão ser preparadas pelos próprios estagiários, pois não há cozinheira. É sempre bom ter bolachas, barras de cereais, salgadinhos e itens para preparar lanches rápidos. Para aqueles que tenham restrições alimentares, ou seja, vegetarianos, lembramos que as condições de campo e da Vila de Balbina não favorecem muito uma dieta especial. Recomenda-se trazer alguns complementos que facilitarão o seu bem-estar (grãos; aveia; granola etc.).

Seguro de Vida/Plano de Saúde

O estagiário deverá obrigatoriamente possuir um seguro de vida/plano de saúde, que cubra inclusive acidentes de trabalho visando à segurança do mesmo durante o período de estágio. Diferentes instituições bancárias possuem este tipo de seguro (rápido e barato).

Vacinas

Vacinas contra tétano, febre amarela e hepatite são recomendadas.

O que trazer (para uso pessoal):

• Boné/chapéu;

• Óculos escuros;

• Protetor solar;

• Repelente;

• Capa-de-chuva;

• Roupas leves* (calça de nylon, camisas de manga comprida para o campo);

• Roupa de banho;

• Roupa de cama e banho;

• Remédios e objetos de higiene de uso pessoal;

• Saco de dormir (opcional – pode haver noites frias na floresta);

• Rede (preferível de nylon, compacta);

• Sapatos leves (tênis, sandália tipo papete);

• Lanterna e quantidade de pilhas suficientes para seu uso;

• Mochila pequena para campo;

• Mochila grande para colocar todos os seus pertences nas viagens – atenção não tragam malas, que são impróprias para serem carregadas e o transporte até as bases de fiscalização é feito em canoa que não comporta muito volume;


* O campo do Projeto Ariranha se dá quase que na sua totalidade em ambiente aquático, portanto, sugere-se roupas leves e fáceis de lavar e enxugar. Saber nadar é condição importante para as atividades, uma vez que o estagiário permanecerá boa parte do tempo embarcado em canoas de alumínio.

Termo de responsabilidade

O termo de responsabilidade deverá ser assinado e entregue para os coordenadores do projeto no primeiro dia de estágio.

Dias livres

Durante o estágio, haverá dias livres que serão proporcionados e pré-acordados entre o estagiário e o coordenador. Estes dias livres poderão ser usados de acordo com o critério individual de cada estagiário (descanso, passeios etc), sendo de sua inteira responsabilidade os gastos e despesas decorrentes destes.

Outros recursos

• Telefone celular: Sinal para eles apenas na Vila de Balbina ou nas cidades próximas. Contudo, na Vila de Balbina, a única operadora que atua é a Oi. Durante o período de atividades dentro do lago de Balbina;

• Internet: Somente haverá acesso à internet durante os períodos de estadia na Vila de Balbina ou nas cidades próximas (lan houses). A REBIO Uatumã possui internet sem fio na Vila de Balbina ficando, portanto, a critério do estagiário trazer seu próprio laptop. Todos os participantes deverão estar preparados para passar períodos prolongados com acesso restrito à comunicação;

• Dinheiro para gastos extras na Vila ou quando em visita/passeio às cidades próximas: Presidente Figueiredo, Manaus e etc.

Pessoa de contato em caso de emergência

Favor fornecer o nome de uma pessoa de contato em caso de emergência.

Como chegar

Destino: Vila de Balbina, município de Presidente Figueiredo – AM

O estagiário deverá chegar a Manaus/AM por meios próprios e pegar um ônibus com destino à Vila de Balbina, que se localiza a cerca de 190km da capital. Ônibus com saídas diárias às 08:00hs e as 16:00hs com preço de tarifa em torno de R$ 27,00. Outra opção é vir de taxi direto da rodoviária com saídas em horários alternativos (lotação) ao preço de RS 35,00 por pessoa. Nesse caso, sugere-se entrar em contato direto com o escritório da REBIO Uatumã em Balbina (Falar com Rayanne 92 3312 1226) para solicitar vaga junto aos taxistas. Ao chegar à Vila de Balbina, o estagiário deverá se deslocar até o escritório da REBIO Uatumã (Rua Uatumã nº 8, Bairro Waimiri, Vila de Balbina, Presidente Figueiredo/AM).

É imprescindível que os estagiários realizem comunicação prévia sobre sua chegada. Eventualmente poderá haver carona de Manaus até a Vila de Balbina em carros próprios da REBIO Uatumã, Amazonas Energia ou mesmo do INPA/AMPA.

Os estagiários deverão enviar email para Fernando Rosas (frosas@inpa.gov.br) e Márcia Munick (marcia@ampa.org.br / munick@inpa.gov.br) com um mínimo de 15 dias de antecedência confirmando a data e o horário de chegada à cidade de Manaus; colocar no campo assunto "Estágio Ariranha" e o nome do respectivo estagiário.

Telefones para contato

Os seguintes telefones estarão disponíveis durante todo o estágio:

Em horário comercial (das 08:00 às 12:00 e 14:00 às 18:00 h):

• Lab. Mamíferos Aquáticos – INPA em Manaus – 92 3643 3387

• Associação Amigos do Peixe-boi – AMPA em Manaus – 92 3236 2739

• Reserva Biológica do Uatumã em Balbina – 92 3312 1226

Fora do horário comercial:

• Marcia Munick (92) 9164 0355 (Manaus) e 8803 1548 (Vila de Balbina)

Como se inscrever:


Enviar os seguintes documentos por e-mail (colocar no título do email “Estágio Ariranha”):

• Curriculum lattes;

• Carta de intenção.


Os documentos devem ser enviados para o email curriculum@ampa.org.br até o dia 28 de fevereiro de 2011.


Itens a serem entregues a coordenação do projeto (1º dia de estágio):

• Termo de responsabilidade (02 vias);

• Cópia do seguro de vida (02 vias).

 
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