| Amigos do Peixe-boi adotam mais um filhote |
| Notícias - Julho 2010 |
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A fêmea órfã tem aproximadamente três meses e foi encontrada por um pescador no município de Silves.
A Associação Amigos do Peixe-boi, que atua em parceria com o Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – LMA/Inpa, recebeu na tarde de hoje, 14, mais um filhote de peixe-boi (Trichechus inunguis), o décimo resgatado, só este ano. O animal foi trazido ao Parque Aquático Robin C. Best do Inpa pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis – Ibama, que fez o traslado do filhote para a capital Amazonense. Segundo o Ibama, ele foi encontrado por um pescador da comunidade Cristo Rei do município de Silves, distante de Manaus 250 quilômetros. O peixe-boi está recebendo os cuidados necessários para a sua reabilitação pela equipe Amiga do Peixe-boi e agora passará por um período de quarentena para que ele se adapte a vida em cativeiro. Conforme o veterinário da Ampa/LMA Anselmo d’Affônseca, esse é um período importante para o sucesso da reabilitação. “Nessa fase, os cuidados são redobrados. O estado de saúde desse filhote inspira cuidados. Ele está um pouco a baixo do peso e com alguns arranhões. Agora, o procedimento é observar a adaptação dele ao cativeiro. ”, explica. Aumento do número de resgateEsse é o décimo filhote de peixe-boi encaminhado ao LMA/Inpa. “Só em 2009, 10 filhotes foram trazidos pra cá pro Laboratório. Esse número foi recorde até então. Acreditamos que a explicação para esse crescimento tenha duas hipóteses. A primeira possibilidade é que as pessoas podem estar mais conscientes sobre a preservação do peixe-boi e aí estão trazendo os animais aqui pra nós. A segunda teoria é o aumento da caça, uma vez que as mães são capturadas, o número de filhotes órfãos aumenta”, ressalta a pesquisadora da Ampa/LMA, Isabel Reis. A bióloga esclarece ainda que esse mamífero necessita de cuidados especiais, se retirado de seu habitat. “A nossa orientação inicial é que as pessoas não tentam criar esses animais em casa, porque eles precisam receber uma alimentação adequada. Além disso, a gente recomenda que quando um filhote de peixe-boi for avistado sozinho; que a pessoa possa observar por alguns minutos se a mãe está por perto. Se ele de fato estiver sozinho, aí sim, entrar em contato com os órgãos ligados ao meio ambiente para fazer o mais rápido possível o resgate”, ressalta Isabel. Com o novo filhote, os tanques de peixe-boi do LMA abrigam 45 animais, desses 11 são filhotes. O peixe-boi tem sido alvo de estudos por mais de 35 anos, pelo Inpa, e há quase 10, com a criação da ONG, é protegido pelos Amigos do Peixe-boi da Amazônia. Ajude a salvar uma vidaOs números para que a população possa entrar em contato em casos semelhantes são: o Batalhão de Policiamento Ambiental, 3214-8904 e 190; o do Ibama, 3613-3094 e da Ampa 3184-3882 Seja você também um amigo do peixe-boiA preocupação com a causa da conservação da natureza e, consequentemente, com a preservação dos mamíferos aquáticos da Amazônia é uma crescente. Desde a última década, a Ampa tem recebido o apoio de pessoas físicas e jurídicas para a realização de suas ações de pesquisas, resgate e reabilitação de animais em cativeiro, o que comprova a afirmativa anterior. Graças a essas pessoas, foi possível ampliar os projetos de campanhas ambientais e reabilitar mais de 80 mamíferos aquáticos. Atualmente, a Ampa conta com dois Programas de filiação, um para pessoa física, denominado Amigo do Peixe-boi, e outro para pessoa jurídica: Empresa Amiga do Peixe-boi. Entre em contato com a Ampa e veja como se tornar uma pessoa ou uma empresa ambientalmente responsável e envolvida com as causas ambientais da Amazônia, por meio do site www.ampa.org.br, ou pelos telefones: 3184-3882 e 3084-0446. Texto e foto: Séfora Antela |
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