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Os estudos sobre a biologia e conservação do peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis) iniciaram-se em 1974 no Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), situado na cidade de Manaus, Amazonas. Naquela ocasião, com apenas um pesquisador e apenas um peixe-boi em cativeiro, foi iniciada uma série de pesquisas envolvendo aspectos fisiológicos do peixe-boi da Amazônia, incluindo metabolismo, audição, respiração, termoregulação e reabilitação de filhotes órfãos em cativeiro. Atualmente o LMA já reabilitou com sucesso mais de 60 filhotes de peixes-boi, cujas mães foram vítimas da caça ilegal que ainda ocorre na região. Em adição aos estudos com o peixe-boi, os quais expandiram-se também para estudos ecológicos da espécie na natureza, o LMA passou igualmente a estudar os demais mamíferos aquáticos da Amazônia: o boto-vermelho (Inia geoffrensis), o tucuxi (Sotalia fluviatilis), a ariranha (Pteronura brasiliensis) e a lontra Neotropical (Lontra longicaudis). De maneira análoga aos estudos com o peixe-boi, foram realizadas pesquisas envolvendo a biologia, ecologia, fisiologia e comportamento destas outras espécies de mamíferos aquáticos. Em 1985, com o intuito de ajudar na conservação e preservação dos mamíferos aquáticos da Amazônia, foi criado o Centro de Preservação e Pesquisa dos Mamíferos Aquáticos (CPPMA), situado na Usina Hidrelétrica de Balbina (UHE Balbina), no município de Presidente Figueiredo, Amazonas. O CPPMA tem atuado de forma muito ativa na educação e conscientização ambiental visando o fim da caça ilegal do peixe-boi da Amazônia, bem como também na reabilitação de filhotes órfãos de peixes-bois e ariranhas em cativeiro. No início do terceiro milênio, na entrada de um novo século, ambas instituições, que já trabalhavam em cooperação, unem esforços para conservação do peixe-boi da Amazônia, criando, em Janeiro de 2001 a Associação Amigos do Peixe-boi da Amazônia (AMPA), num esforço uníssono para implementação de estudos e medidas de conservação dos mamíferos aquáticos da Amazônia, espécies cujos conhecimentos científicos ainda são incipientes, mas já se encontram sob risco de extinção. O Conselho Gestor dos Amigos do Peixe-boi é constituído por pesquisadores e veterinários ligados a estes projetos:
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