Ampa participa de ação de Educação Ambiental sobre botos em flutuante da comunidade do Castanho

Os alunos da Escola Municipal da Bom Jesus participaram de ações educativas sobre a importância do boto-vermelho, do tucuxi e dos ecossistemas aquáticos. As atividades de Educação Ambiental foram desenvolvidas pelo Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia patrocinado pela Petrobras, e […]


Os alunos da Escola Municipal da Bom Jesus participaram de ações educativas sobre a importância do boto-vermelho, do tucuxi e dos ecossistemas aquáticos. As atividades de Educação Ambiental foram desenvolvidas pelo Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia patrocinado pela Petrobras, e por artistas locais

Por Fernanda Farias – Ascom Ampa

Siga @ampa_peixeboi

Participando ainda das comemorações alusivas ao dia da Criança, a Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), participou do evento de Educação Ambiental (EA) na comunidade da Cachoeira do Castanho nesta sexta-feira (19) para cerca de 50 alunos da Escola Municipal Bom Jesus.

A atividade de EA aconteceu no flutuante “boto rio Negro”, em Iranduba, 22 km distante de Manaus, acesso pela rodovia AM-070. Uma das atividades foi a observação dos botos-vermelhos na natureza.

A temática das atividades foi sobre a importância dos golfinhos da Amazônia e os ecossistemas aquáticos. A Educadora Ambiental do Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia Jamylle Souza, conta que além de brincadeiras lúdicas, no flutuante os alunos tiveram a chance de observar os botos-vermelhos no rio.

“Essas atividades de EA são fundamentais para fortalecer nas crianças o sentimento de conservação dos recursos hídricos. A Petrobras, que é a patrocinadora oficial do Projeto, sabe muito bem disso e nos apoia em todas as atividades”, disse a bióloga contando que muitas crianças nunca tinham vistos botos na natureza. “O convívio com o boto-vermelho e com o tucuxi é cultural nas comunidades que moram próximas ao rio, e entender a responsabilidade que cada um tem com as espécies ameaçadas é fundamental”, conclui.

A iniciativa da atividade na comunidade foi dos empresários dos flutuantes “boto rio Negro”, flutuante “boto amazônico”, flutuante “jacaré Ubal”. Arilson Rodrigues, responsável pelo flutuante “boto amazônico”, conta que todas as atividades foram pensadas para não degradar o meio ambiente. “Não vamos utilizar nem balão nas brincadeiras porque se estourar vai direto para o rio”, comenta.

Boto- Vermelho

 

O boto-vermelho (Inia geoffrensis) também conhecido como boto cor-de-rosa é o maior dos golfinhos de água doce do mundo, medindo de 2 a 2,5 m e pesando de 100 a 200 Kg. O boto-vermelho é um mamífero aquático endêmico da região amazônica, que está classificado como “Dados Insuficientes” pela Unidade Internacional de Conservação da Natureza – IUCN e aparece no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção.

Uma das grandes ameaças para a espécie é a captura direta de boto para uso como isca na pesca da piracatinga (Callophysus macropterus), o que vem reduzindo as populações de botos ao longo da calha do Solimões e Japurá. Os estudos apontam uma diminuição de 7% ao ano, em algumas regiões da Amazônia.

 

Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia

O Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia recebe o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. O projeto é executado pela Associação Amigos do Peixe-boi – AMPA e tem como principais objetivos resgatar, reabilitar e reintroduzir peixes-bois (Trichechus inunguis) aos rios da Amazônia, além de auxiliar o projeto Boto do Inpa.

O projeto conta com pesquisadores e colaboradores que aprofundam estudos sobre a ecologia, história natural e comportamento dos mamíferos aquáticos da Amazônia. As pesquisas possibilitam gerar informações para alertar as autoridades e comunidade internacional sobre a matança do boto-vermelho e caça ilegal do peixe-boi para comercialização.